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Textos

Estrelas (as primeiras professoras que me ensinaram a " olhar o mar")

Manhã fria do mês de agosto. Dois sorrisos encantadores aqueceram meu dia, invadiram meu coração, umedeceram meus olhos com a emoção de revê-los. O brilho do olhar daqueles dois rostos sorridentes fez-me voltar à infância passada em Giruá – RS, quando, na primeira e segunda série do primário ensaiava com a curiosidade e espontaneidade de criança as primeiras letras, sílabas, palavras. – Meu Deus! Elas vieram – pensei enquanto sorria e chorava. Os abraços foram intensos, enormes tal qual o mar. Aquelas duas senhoras lindas ensinaram-me a “olhar”, como diz Galeano, a “descobrir” a imensidão do mar. Ensinaram-me a ler, a buscar pela curiosidade o significado das palavras e o poder de transformação de cada uma quando se juntam e dão formas ao que a imaginação cria, ao entendimento do mundo e à ressignificação deste. Minhas duas professoras queridas marcaram minha vida, minha infância, despertaram a vontade de criar histórias e ser escritora, além de professora amante da profissão, tanto quanto elas foram e demonstraram isso quando foram as MINHAS professoras.

Nosso reencontro foi em dia especial, no lançamento de meu quarto livro, na Feira Literária de Santa Rosa, cidade onde moro. No final do mês de julho de 2013, realizei apresentações artísticas com meus alunos dos grupos de música e de teatro aos alunos da Escola Otávio Bos, minha primeira escola. Quando passeei pela parte antiga do prédio, voltei no tempo e lembrei-me dos dois anos que lá estudei. Com o auxílio da diretora atual, pesquisei o endereço de Lídia Lorega Aristimunho, que fora minha professora alfabetizadora, em 1971, e Mara Kegler, minha professora na segunda série, em 1972. Ao retornar escrevi uma carta a cada uma convidando-as para o lançamento de meu livro. Não tivera confirmação da presença, não imaginava que estariam presentes. Fizeram-me uma surpresa. E que surpresa! Tamanha emoção não cabe neste pequeno relato, mas ilustra como foi o dia 15 de agosto de 2013: encantador. Havia sol naquela manhã fria, mas com a presença delas, o dia ficou mais iluminado. Sou grata a cada uma pelo momento indescritível que vivi e por terem sido tão significativas em minha vida; ambas me ensinaram a “olhar o mar”.

Maria Inez Flores Pedroso
15/10/2014

 

 


 


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